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Linha do tempo desde 1990

História do Sindpol

A trajetória de luta e conquistas dos Policiais Civis de Alagoas, desde a fundação do sindicato.

2024

Diretoria – 2024

A nova diretoria, presidida por Jânio Barbosa, foi eleita com a maior votação da história do Sindpol, reafirmando o reconhecimento da categoria ao trabalho desenvolvido pela Unidade Policial ao longo dos anos.

A gestão iniciou com forte mobilização pela implantação da majoração da carga horária para todos os policiais civis, realizando atos públicos, caminhadas, assembleias e ocupações em órgãos do governo.

Após décadas de luta, a categoria conquistou, em 2026, a assinatura do acordo da majoração da carga horária, considerada uma conquista histórica.

O Sindpol também garantiu avanços importantes, como a padronização do adicional noturno, melhorias estruturais no Clube Social, implantação da Sala das Mulheres e modernização dos espaços de atendimento aos aposentados.

Na área do bem-estar, a diretoria ampliou benefícios para os policiais civis, oferecendo acesso gratuito ao TotalPass, aulas esportivas, atividades de saúde e integração da categoria. Também fortaleceu os meios de comunicação do sindicato, com investimentos no estúdio, no programa Sindpol em QAP, no Memorial Digital e no aplicativo do sindicato.

A gestão mantém o compromisso de fortalecer a Polícia Civil, lutar pela valorização salarial, melhores condições de trabalho e ampliação dos direitos dos policiais civis de Alagoas.

2017

Diretoria – 2017 a 2024

A gestão liderada por Ricardo Nazário fortaleceu a integração entre o Sindpol, os policiais civis e seus familiares, ampliando ações sociais, jurídicas e de valorização da categoria. O período foi marcado por importantes mobilizações salariais, fortalecimento institucional e defesa dos direitos previdenciários.

Em 2018, a categoria conquistou reajuste salarial de 24,5%, resultado das negociações e mobilizações conduzidas pelo sindicato junto ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa. O Sindpol também atuou pela convocação da reserva técnica, pagamento das progressões funcionais, retroativos e melhorias estruturais nas delegacias e CISPs.

A gestão teve papel importante na derrubada de medidas que prejudicavam os policiais civis aposentados, além de garantir avanços jurídicos em ações históricas, como a majoração da carga horária. Durante a pandemia da covid-19, o sindicato intensificou ações de proteção à saúde, distribuição de equipamentos de segurança e defesa da vacinação da categoria.

Outro destaque foi a luta pela recomposição salarial, aposentadoria especial, valorização profissional e aprovação da Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, considerada uma das maiores conquistas nacionais da categoria. O sindicato também ampliou convênios, ações sociais e atividades voltadas ao bem-estar físico e mental dos policiais civis e seus familiares.

A gestão ainda investiu na estrutura do Clube Social, construiu chalés, fortaleceu o setor jurídico e promoveu atividades esportivas, culturais e de saúde, consolidando o Sindpol como referência sindical em Alagoas e no Brasil.

2011

Diretoria – 2011 a 2017

Sob a presidência de Josimar Melo, o Sindpol conquistou importantes avanços para os policiais civis, consolidando direitos históricos da categoria. Entre as maiores conquistas esteve a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), em 2014, garantindo valorização profissional, progressão funcional e crescimento na carreira.

A gestão também assegurou a verba de alimentação, o pagamento de diárias de nível superior, avanços na aposentadoria especial e melhorias nas condições de trabalho. Greves, atos públicos e operações padrão fortaleceram a mobilização dos policiais civis em defesa de direitos.

O Sindpol teve atuação decisiva na luta nacional pelo piso salarial das polícias, carreira única e modernização da segurança pública, participando de mobilizações em Brasília e em diversos fóruns estaduais e nacionais.

Nesse período, a entidade também ampliou sua participação social e sindical, integrou movimentos em defesa dos servidores públicos e combateu projetos de terceirização e precarização do serviço público.

Mesmo diante de tragédias, como a explosão na Deic em 2012, que vitimou a diretora Amélia Dantas, o sindicato manteve firme sua atuação em defesa da categoria, cobrando melhores condições de trabalho e segurança para os policiais civis.

2002

Diretoria – 2002 a 2011

Na gestão de Carlos Jorge da Rocha, o Sindpol ampliou as conquistas salariais e estruturais dos policiais civis. A entidade adquiriu a nova sede do sindicato e construiu o Clube Social Sindpol, fortalecendo o patrimônio da categoria.

Entre as principais conquistas estiveram a implantação do nível superior para ingresso na Polícia Civil, a equiparação salarial entre modalidades, a aposentadoria especial e melhorias significativas no piso salarial. Em 2004 e 2005, greves e mobilizações garantiram reajustes e valorização profissional.

O período também ficou marcado pela maior greve da história da categoria, em 2007, com 211 dias de paralisação. O movimento conquistou reajustes salariais, implantação da progressão funcional, pagamento de adicional noturno e criação da Casa de Custódia.

A atuação do Sindpol fortaleceu a defesa das condições de trabalho, da valorização da carreira e da unidade dos servidores públicos. Em 2010, foi conquistada a aposentadoria especial para policiais civis, assegurando proventos integrais após anos de atividade de risco.

1996

Diretoria – 1996 a 2002

A gestão Unidade Policial, liderada por José Carlos Fernandes Neto, marcou a retomada do movimento sindical combativo em Alagoas. O Sindpol encontrou uma estrutura sucateada e um Estado em grave crise financeira, mas reorganizou a entidade e ampliou sua atuação política e social.

O período ficou marcado pela participação decisiva do Sindpol nas mobilizações que culminaram no movimento do “17 de Julho”, em 1997, quando servidores públicos e policiais foram às ruas contra o governo Suruagy. A entidade teve papel fundamental na união das forças de segurança e dos trabalhadores.

O sindicato promoveu greves históricas, denunciou irregularidades na segurança pública, combateu os chamados “chumbetas”, defendeu melhorias estruturais e fortaleceu a luta pela reestruturação da Polícia Civil. Em 1999, uma greve de 42 dias consolidou os policiais civis como referência de mobilização sindical em Alagoas.

Nesse período, a categoria conquistou reajustes salariais, correções dos níveis funcionais, adicional noturno e avanços na reestruturação da carreira. Também foi lançado o novo logotipo do Sindpol, símbolo da união e fortalecimento da categoria.

1990

Diretoria – 1990 a 1996

Na gestão de Geraldo Barros, foi realizada a primeira greve dos policiais civis, em 1991, por melhoria salarial. Nessa greve, o Sindpol contou com a adesão dos delegados. A paralisação ocorreu no início do governo Geraldo Bulhões e durou mais de 30 dias.

Com a greve, a categoria conquistou o adicional de gratificação de dedicação exclusiva, e os delegados avançaram no processo de isonomia. O Sindpol continuou negociando com o governo. Em 1994, a categoria conseguiu avanços nas gratificações.

Geraldo Barros reelegeu-se para o segundo mandato. Sua gestão não obteve avanços em conquistas salariais. No governo Suruagy, o Estado começou a atrasar os salários dos servidores públicos e a reter as consignações do Sindpol. Foram oito meses sem salários.

1990

Diretoria – 1990

O surgimento de um sindicato de luta O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) surgiu através do direito garantido na Constituição Federal de 1988. Seu primeiro presidente foi o policial civil Valter Gama, que também presidiu a Associação dos Policiais Civis. O Sindpol foi fundado em 16 de maio de 1990.

Na gestão de Valter Gama, ainda como presidente da associação, foi criado o Projeto de Cargos e Vencimentos da Polícia Civil, que era uma tabela de promoções. Todas as categorias passaram a ter uma ou duas promoções na carreira, com incremento salarial de 3%.

No Brasil, havia um movimento policial de transformação das associações em sindicatos. Naquela época, já existiam as associações dos delegados e dos peritos. Para uni-los, Valter Gama realizou uma assembleia e fundou o Sindicato da Polícia Civil de Alagoas (Sindpol). Também foi criado o Estatuto do Sindpol, que teve como parâmetro os estatutos de outros estados.

Valter Gama passou alguns meses como presidente do Sindpol. Sua gestão foi de transição, caracterizada pela mudança da associação para sindicato. Na época, o Sindpol mantinha uma política assistencialista herdada da antiga associação. O corpo funcional contava com advogado, médico clínico, pediatra, dentista e funcionários.

O então presidente convocou as eleições do Sindpol, e o policial Geraldo Barros foi eleito presidente. O mandato era de dois anos, o mesmo da associação, mas foi estendido para três anos.

1974

Uma trajetória de lutas e conquistas ao longo dos anos

A história do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) é marcada pela luta em defesa dos direitos, da valorização profissional e da melhoria das condições de trabalho dos policiais civis. Suas origens remontam à antiga Guarda Civil de Alagoas e à criação da Caixa Beneficente da Guarda Civil, entidade que deu suporte à futura organização sindical da categoria.

Com a extinção da Guarda Civil, surgiu a Associação dos Ex-Guardas Civis de Alagoas, liderada por Mário Pedro dos Santos, que lutou pela reorganização da Polícia Civil e pela criação do Estatuto da categoria. Em 1975, foi instituído o Estatuto da Polícia Civil, consolidando a categoria policial no Estado.

Em 1990, após a Constituição Federal garantir o direito à sindicalização, foi fundado o Sindpol, tendo Valter Gama como primeiro presidente. A entidade passou a representar oficialmente os policiais civis e iniciou uma trajetória de mobilizações, greves e negociações por valorização salarial e direitos trabalhistas.

Entre 1990 e 1996, ocorreram as primeiras grandes greves da categoria, com conquistas salariais importantes e fortalecimento do movimento sindical. Já entre 1996 e 2002, a gestão Unidade Policial transformou o Sindpol em referência estadual e nacional, liderando mobilizações históricas, como o movimento do “17 de Julho”, além de denunciar irregularidades na segurança pública e conquistar reajustes e avanços estruturais.

De 2002 a 2011, o Sindicato ampliou seu patrimônio com a nova sede e o Clube Social, conquistou a implantação do nível superior para ingresso na carreira, aposentadoria especial, equiparação salarial e melhorias nas condições de trabalho. Nesse período, a categoria protagonizou a maior greve de sua história, com 211 dias de paralisação.

Entre 2011 e 2017, o Sindpol obteve importantes avanços, como a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), conquista histórica que valorizou a progressão funcional. Também foram assegurados direitos como verba de alimentação, diárias de nível superior, aposentadoria especial e reajustes salariais.

De 2017 a 2024, a gestão fortaleceu a integração com a categoria, ampliou os serviços jurídicos e sociais, lutou pela progressão funcional, convocação de concursados, melhoria estrutural das delegacias e valorização salarial. O Sindicato também atuou fortemente durante a pandemia da covid-19 na proteção dos policiais civis e seus familiares.

A partir de 2024, a nova diretoria intensificou a luta pela implantação da majoração da carga horária para todos os policiais civis, conquistando em 2026 a assinatura do acordo histórico após mais de duas décadas de reivindicação. A gestão também promoveu melhorias estruturais, ampliação dos benefícios da categoria, modernização da comunicação sindical e valorização dos aposentados.

Ao longo de sua trajetória, o Sindpol consolidou-se como uma das principais entidades sindicais de Alagoas e referência nacional na luta pelos direitos, valorização e fortalecimento da Polícia Civil.